
O sonho, a droga maior do poeta
Em circunstância da fuga
Cada qual com sua válvula de escape
A realidade cobra com preço de ouro
Cada segundo de ausência
No retorno, uma frustração a mais
É impossivél pagar
O tempo contador fiél da vida
Anota todas as pendências
No momento mais vulnerável
A conta chega com todo rigor
Mais uma vez, o pai de todos os covardes
Abre o portal paralelo
Sonho e realidade na dança
O nada pede licença para entrar
Desperta o ciúme para a festa
O fugitivo maior se arma
Do que tem de recurso
As inocentes letras
manoel freitas de oliveira

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